ALUÍSIO CARVÃO

Superfície farfalhante II
Placas de metal sobre madeira
54 x 86 cm. [1967]

ALUÍSIO CARVÃO
[PARÁ, 1920 - MINAS GERAIS, 2001]

Aluísio Carvão muda-se para o Rio de Janeiro em 1949 e integra o Grupo Frente, criado por Ivan Serpa em 1954. Assina, junto com Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e Reynaldo Jardim, o Manifesto Neoconcreto (1959), escrito por Ferreira Gullar. Na fase ótico-concretista, foi em busca da vibração por meio da "cor física, penetrável, não uma superfície pintada". Poucos artistas deste período, além de Hélio Oiticica e Hércules Barsotti, pesquisaram a cor. Em 1960, graças a um prêmio de viagem, visita a Escola Superior da Forma, em Ulm (Alemanha), onde a linguagem geométrica era seguida a risca. Participou de várias exposições históricas, como a Nova Objetividade Brasileira (1967) e a exposição Neoconcreta em Zurique. Mas a paisagem brasileira continua constituindo o horizonte de fundo. Nas palavras do artista: "Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui." Lecionou por muitos anos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.