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RAYMUNDO COLARES
[MINAS GERAIS, 1944-1986]
O impacto da obra de Mondrian será decisivo na trajetória de Raymundo Colares que, em meados da década de 60, após breve estada por Salvador, fixa residência no Rio de Janeiro. Em 1967, aluno de lvan Serpa, participa da mostra Nova Objetividade Brasileira no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Interessado no problema da participação na arte, faz livros-objetos
(Gíbis), que podem ser manipulados pelo espectador. No início dos anos 1970, viaja para Nova York, onde encontra Hélio Oiticica, e transfere suas pesquisas sobre a imagem para a direção de filmes experimentais. Ambos participariam da pioneira exposição Expo-projeção, em 1973, mostra de filmes de artistas, com curadoria de Aracy Amaral. Fascinado pelo movimento da cidade e pelo trânsito, Colares impregna de uma velocidade virtual sua pintura muitas vezes fragmentada; feita de faixas coloridas e pop. Volta a morar no Rio de Janeiro em 1981. Somente em 1997, onze anos após a sua morte, Colares ganha a primeira abordagem do conjunto de sua produção, esforço notável para recolocá-lo no circuito.
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