JULIO LE PARC

Continuelle lumiere au plafond
madeira e inox
120 x 120 x 17 cm  [1963]

JULIO LE PARC
[ARGENTINA, 1928; RESIDE NA FRANÇA]


Em Buenos Aires, Julio Le Parc integrou o grupo marxista Arte Concreto-Invención (1946) que pregava uma arte coletiva: "A arte concreta habitua o homem a manter relações diretas com as coisas e não com as ficções das coisas. Para uma estética precisa, unia técnica precisa. [...] Nem Buscar nem Encontrar: Inventar." Aproxima-se também de Lucio Fontana, que lança um Manifesto proclamando o desenvolvimento de uma arte tetradimensional. Inserido desde meados dos anos cinqüenta no Cinetismo, Le Parc participou da fundação, em Paris, do Groupe de Recherche dArt Visuel (G.R.A.V), que dura de 1960 a 1968. Seus objetivos consistem em anular o caráter individualista e subjetivo da arte, levando-a cada vez mais para o espaço público. Conquista projeção internacional em 1966, quando ganha o Grande Prêmio da Bienal de Veneza. Trabalha tirando partido da luz e do movimento, não raro usando motores, para transmitir a idéia de mudança permanente. É expulso da França devido à sua militância nos eventos estudantis de Maio 68, onde lhe é permitido retornar cinco meses depois. Em 1972, ganha uma retrospectiva na Kunsthalle de Dusseldorf, com várias salas e proposições de jogos com o público.