HÉLIO OITICICA

Sem título
nanquim sobre papel
33 x 40 cm. [1955]

HÉLIO OITICICA
[RIO DE JANEIRO, 1937-1980]


Hélio Oiticica estuda com Ivan Serpa (1954) e participa dos grupos Frente e Neoconcreto. Criador e teórico, Oiticica conceitua cada momento de seu trabalho, cujo conjunto chamou de "Programa ambiental" Em 1961 quando apresenta seu Projeto Cães de Caça no Museu de Arte Moderna do Rio de janeiro, declara ter feito várias maquetes de Penetráveis, arquiteturas labirínticas com poemas de Lygia Clark e Lygia Pape. Inventa o Parangolé (1964) para eliminar os limites das categorias estéticas (pintura, escultura) e pensar práticas fora do recinto das instituições. A partir de Tropicália (1967), chamada de "manifestação ambiental, o interesse de Oiticica passa a se concentrar na criação de "ambientes para viver". Para isso, deixa uma profusão de anotações relativas ao problema da participação na arte, que caracterizam sua produção em Nova York, onde fixa residência graças à Bolsa Guggenheim (1970). Só retorna ao Rio de Janeiro em 1978. A trajetória do artista ficou cerca de vinte anos restrita a sua exposição na Galeria Whitechapel (Londres, 1969), onde apresentou seu plano Éden e uma reunião de quase todas as suas invenções. A última década de sua produção, da qual fazem parte as Cosmococa - programa in progress ("quasecinema", em parceria com Neville de Almeida, como desenvolvimento do Cinetismo), só começou a ser divulgada recentemente.