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ABRAHAM PALATNIK
[NATAL, 1928 - RESIDE NO RIO DE JANEIRO]
Abraham Palatnik estudou, entre 1943 e 1947, em Tel Aviv (Israel). Em seguida, vem com sua família se instalar no Rio de Janeiro. Logo conhece Almir Mavignier que o introduz ao trabalho realizado por Nise da Silveira com seus pacientes no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, encontro este que lhe causa grande impacto. Estimulados por Mário Pedrosa, Mavignier e Palatnik fundam, com Ivan Serpa, o primeiro núcleo abstrato da cidade. Palatnik participou de exposições concretas e neoconcretas sem ser signatário desses grupos. Foi a custo de uma correção histórica que obteve o reconhecimento como primeiro pesquisador cinético do mundo. Seu interesse, desde o curso de especialização em motores a explosão na Escola Montefiori (1942), voltara-se para a cibernética, relação do homem com a máquina. A construção de seus objetos, que denomina "aparelhos cinecromáticos", enfrentam problemas para entrar nas primeiras Bienais, então divididas em pintura, desenho, gravura e escultura. É interessante conhecer a parte interna desses aparelhos. Segundo o artista, o primeiro deles tinha quase mil metros de fios elétricos e era suficientemente grande para trabalhar dentro.
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