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LYGIA PAPE
[RIO DE JANEIRO, 1929-2004]
Lygia Pape estudou com Fayga Ostrower e lvan Serpa. Desde a sua série de xilogravuras,
Tecelares (1955-58), conquistou a atenção da crítica. Artista com múltiplas incursões experimentais, sua prática inclui gravuras, livros-poema, objetos, ações, filmes, esculturas e instalações. Integrou os grupos Frente (1953/1955), Concreto (1956) e Neoconcreto (1957/1963). Em 1968, voltou sua criação para mobilizar a participação do espectador: Divisor, pano de 20 x 20m, em que uma multidão de pessoas aparece com as cabeças emergindo e o corpo coberto; e Ovo, caixa de madeira coberta com tecido fino de plástico, a ser atravessado pelo participante. O
Livro da Criação e o Ballet Neoconcreto (este último, com Reynaldo Jardim) de Lygia Pape figuram até hoje como obras-primas do momento Neoconcreto. Mestre em Estética Filosófica, lecionou durante duas décadas em Universidades e Escolas de Arte. Obteve a Bolsa da Fundação Guggenheim (Nova York) em 1980/81 e da Fundação Vitae (São Paulo) em 1990. Após a morte de Oiticica, com quem fizera várias parcerias (como "Apocalipopótese", primeiro happening urbano, 1968), foi membro fundadora do Projeto HO, para a catalogação da obra do artista. Em 1991, as "T téias" foram mostradas na Galeria de Arte do Ibeu do Rio de Janeiro.
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