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MIRA SCHENDEL
[ZURIQUE, 1919-SÃO PAULO, 1988]
Mira Schendel chega no Brasil em 1949, após ter vivido na Itália, onde cursou filosofia e arte. Reside primeiro em Porto Alegre, retomando seu interesse pela pintura e publicando poesias. Participa da 1 Bienal Internacional de São Paulo em 1951 e, dois anos depois, muda-se para esta cidade. As pinturas dessa época são de matéria densa e opaca, com formas retangulares e cores rebaixadas. Nas décadas ele 1960-70, a produção da artista ganha uma velocidade ímpar, notadamente quando realiza a série elas "Monotipias", óleo sobre papel ele arroz, feitas de linhas, esboços de arquiteturas, letras e escrituras. A questão do verso tem uma importância conceitual para Mira, que pesquisa assiduamente um meio de chegar mais próxima da transparência. Quando expõe na Bienal de São Paulo, em 1969, deixa a seguinte indicação: "[...] esta é uma tentativa de mostrar que "o lado atrás" da transparência está na sua frente e que o "outro mundo" é Este." O uso do acrílico será uma de suas marcas registradas em vários trabalhos. O poeta concreto Haroldo de Campos. assim como Max Bense, desenvolvem um diálogo intenso com sua obra. Mas Mira se mantém independente em relação aos movimentos (concreto e neoconcreto) em curso. Nos anos 1980, sua produção se destaca pelas têmperas com ouro, as têmperas brancas e negras e os "Sarrafos", série de doze trabalhos em gesso sobre madeira que confirmam a grandeza desta artista.
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