ALFREDO VOLPI

Fachada

têmpera sobre tela
145 x 73 cm [década de 60]

ALFREDO VOLPI
[1896, ITÁLIA - SÃO PAULO, 1988]

Alfredo Volpi chega ao Brasil com seus pais em 1897. Trabalhou como marceneiro-entalhador e encadernador. Mesmo freqüentando o Grupo Santa Melena nos anos trinta, Volpi sempre prezou o caráter autodidata de sua formação. Desenvolve importante interlocução com o pintor Ernesto de Fiori (1884-1945). também imigrante italiano. A série das Fachadas, de caráter mais construtivo, começa cm 1946. Pinta cenários carnavalescos e vários murais importantes, assim como desenhos para vitrais de igrejas. Fez uma única viagem a Europa, em 1950, e permaneceu seis meses na Itália, experiência que certamente lhe permitiu agudizar suas convicções. Recebe o Prêmio Guggenheim em 1958. Ë acolhido pelos concretistas paulistas (Willys de Castro) e pela neoconcreta Lygia Pape que descreve sua pintura como "pura luz". Nas palavras do crítico Lorenzo Mammi: "O modernismo de Volpi é um modernismo da memória, afetivo e artesanal, de marcha lenta e voz mansa. Não se projeta no futuro, nem pode dar conta dos choques instantâneos e sem contornos da vida contemporânea. Permanece no entanto, como um horizonte e unta promessa - como os poemas de Bandeira e as canções de Caymmi" Sem dúvida, um caso impar de composição com construção.