A exposição
As Bienais
Um olhar sobre a produção brasileira

Curadoria e Coordenação

Os artistas e as obras da exposição

As Bienais

 

Partindo de Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, passando por Goeldi, Ismael Nery, Volpi, Ione Saldanha, Grassmann, Lygia Clark, Ivan Serpa, Antonio Dias, Hélio Oiticica, Krajcberg, Mira Schendel, Shiró, Amílcar de Castro, Tunga, Nelson Leirner, chegando a Siron Franco, Alex Vallauri, Jorge Guinle, Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Jac Leirner e José Rufino entre dezenas de outros. A mostra ressalta a singularidade dos artistas e suas obras, vistas em seu conjunto, assomam novos significados e abrem espaço para discussões.

A maioria dos nomes reunidos foi premiada na Bienal paulista e grande parte aparece com um trabalho da mesma fase. A idéia é contextualizá-los, dentro de um recorte da arte brasileira.

Sem se prender a uma montagem cronológica, a mostra Bienais: um Olhar Sobre a Produção Nacional focaliza obras que refletem praticamente todos os movimentos que aportaram no Brasil: modernismo, abstracionismo, pop art, nova figuração, arte conceitual, neo-expressionismo, grafite e vídeo arte.

Da primeira edição da Bienal, a mostra reúne obras de Aldemir Martins, Brecheret e Goeldi. Da bienal de 1954, em que esteve Guernica, de Pablo Picasso, os destaques nacionais são Volpi e Di Cavalcanti. De 1955, obras de Maria Martins e Milton Dacosta. Na edição seguinte, Krajcberg e Weissmann. Em 1959 foi a vez de Manabu Mabe e Grassmann. Dois anos depois Iberê Camargo. Em 1963, Yolanda Mohalyi. Em 1965 as obras de Di Prete e Sérgio Camargo polarizavam. Dois anos mais tarde, os traços precisos e nervosos de Flávio de Carvalho. 1973 é o ano de Ivan Serpa.

Em 1975 Siron arrebata o prêmio de pintura nacional com a tela O Ditador (presente na mostra) e em 1977 Krajcberg mereceu todo o elogio da crítica, assim como Amílcar de Castro em 1979. Na edição de 1981 Antonio Dias destacou-se e em 1983 Jorge Guinle e José Resende. Em 1985 a pintura matérica mostra seu fôlego com Daniel Senise e Antonio Bandeira, enquanto a inventividade de Tunga aparece soberana em 1987. Bienal sempre foi a melhor vitrine para um artista, como podem provar Shiró, destaque de 1989; Geraldo de Barros, em 1991, e Hélio Oiticica, Lygia Clark e Mira Schendel em 1994.

A mostra: Bienais um Olhar Sobre Produção Brasileira expõe Tomie Ohtake, entre os destaques de 1996, assim como Tarsila do Amaral em 1998. Com uma trajetória de sucesso ao longo de toda sua vida, Nelson Leirner mereceu todos os aplausos de 2002.

Nos anos 90 e início de 2000 os artistas jovens ganham mais espaço nas bienais. Jac Leirner torna-se ícone entre as revelações das bienais de São Paulo e Veneza. A alegria das cores das telas de Beatriz Milhazes toma conta das grandes exposições, enquanto Adriana Varejão transcende fronteiras com um conceitualismo de forte carga emocional. Sem sair da Paraíba, José Rufino já expôs nas bienais de São Paulo, Havana e Mercosul provando que o artista do novo século não precisa sair de seu local de origem para ser reconhecido.

No conjunto, a coletiva nos dá a dimensão da importância da arte brasileira através dos tempos, sua trajetória até integrar importantes coleções particulares e museus do Brasil e do Exterior.