|
ARTE CINÉTICA ......Também conhecida como Cinetismo, a arte cinética é uma corrente das artes plásticas que explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos ou ilusão de óptica ou truques de posicionamento de peças; uma vez que o termo cinético está etimologicamente ligado à idéia de movimento. Na tradição artística, é possível localizá-lo, por exemplo, em artigos, manifestos e revistas da década de 40, mesmo sabendo que a preocupação com o movimento nas artes visuais é muito mais antiga, e remonta, no limite, aos animais representados nas paredes das cavernas. Se isso é verdade, o termo é efetivamente incorporado ao vocabulário artístico em 1955, por ocasião de uma grande exposição – “Le Mouvement” - na galeria parisiense Denise René, com obras de artistas de diferentes gerações. A característica básica deste segmento de arte é que nela o movimento constitui o princípio de estruturação. O cinetismo rompe assim com a condição estática da pintura, apresentando a obra como um objeto móvel, que não apenas traduz ou representa o movimento, mas está em movimento. A expectativa de compreender o movimento, e deixar-se impulsionar por ele, transparece o grande desafio vivenciado pelo artista; as pesquisas plásticas encontram formas nas quais emerge esta matiz, esgarçando ainda mais as redes de conexão do espaço. ......Esta nova tendência mantém os mesmos princípios básicos das vanguardas anteriores, como o Cubismo, o Abstracionismo, etc., pois segue a tradição da incessante procura pelo novo em arte. Um dos compromissos das vanguardas era ode incessantemente criar novos estilos artísticos e determinar um rompimento em relação aos anteriores sendo diferentes dos demais. ......É o caso dos famosos móbiles de Calder, cujo movimento independe da posição e do olhar do observador. As máquinas e motores construídos por Tinguely (por exemplo, Homenagem a Nova York), assim como as esculturas cibernéticas de Nicholas Schöffer representam outros exemplos de trabalhos que implicam movimento real.
|