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DACOSTA, Milton
(1915, Niterói, RJ - 1988, Rio
de Janeiro, RJ)

Realizou seus primeiros
estudos de pintura na Escola Nacional de Belas Artes e
no Núcleo Bernardelli, ainda nos anos 30. Em 1944,
conquistou o prêmio de viagem à Europa na Divisão
Moderna do Salão Nacional. Esteve nos Estados Unidos e
na Europa, fixando-se em Paris de 1945 a 1947. De volta
ao Brasil, casou-se com a também pintora Maria Leontina.
Participou da Bienal de Veneza e conquistou o prêmio de
melhor pintor nacional na Bienal de São Paulo de 1955.
Expôs diversas vezes no Brasil e no exterior. Em abril
de 1999, o Centro Cultural Banco do Brasil inaugurou no
Rio de Janeiro a mostra Milton Dacosta e Maria Leontina:
Um Diálogo. Sobre a última fase do artista, Jayme
Maurício afirmou em 1979: “A técnica ou a linguagem, a
mensagem ou a comunicabilidade da pintura de Milton se
processa na qualidade estética e na ética da restauração
e quebra de velhos tabus que cercaram o nu feminino em
toda a história das artes. E o pintor fez um pascaliano
espirit de finesse e espirit de geometrie,
criando saudáveis e inéditas condições artísticas para a
afirmação do erotismo.”
Referências:
Cinco mestres brasileiros: pintores
construtivistas (Kosmos, 1977), de Roberto Pontual;
Pintura moderna brasileira (Record, 1978), de José
Roberto Teixeira Leite; Milton Dacosta (Paulo
Gandra Martins, 1980), de Antonio Bento; Artistas
brasileiros: acervo do Grupo Sul América de Seguros
(Colorama, 1975), Arte brasileira (Colorama,
1985) e Era uma vez uma menina (Berlendis e
Vertecchia, 1982, Coleção Arte para Criança), de Walmir
Ayala; História geral da arte no Brasil
(Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma
Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Seis
décadas de arte moderna na coleção Roberto Marinho (Pinakotheke,
1985), texto sobre Milton Dacosta de autoria de Ruy
Sampaio; Entre dois séculos: arte brasileira do
século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987),
de Roberto Pontual; Abstracionismo geométrico e
informal: a vanguarda brasileira nos anos cinqüenta
(Funarte, 1987), de Fernando Cocchiarale e Anna Bella
Geiger; 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970
(Ilustrado pela coleção Sergio Fadel, Colorama, 1989),
de Donato Mello Júnior, Ferreira Gullar e outros;
Núcleo Bernardelli: arte brasileira nos anos 30 e 40
(Pinakotheke, 1982), Dacoleção: os caminhos da
arte brasileira (Júlio Bogoricin Imóveis, 1986),
Crônicas de amor à arte (Revan, 1995, p. 85-87) e
Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro:
1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais;
Acadêmicos e modernos: textos escolhidos III (Edusp,
1998), de Mário Pedrosa, organização de Otília Arantes;
Arte construtiva no Brasil: coleção Adolpho
Leirner (DBA, 1998), coordenação editorial de Aracy
Amaral; Pintura brasileira do século XX:
trajetórias relevantes (4 Estações, 1998), de Olívio
Tavares de Araújo; Pintura latinoamericana
(Fundação Finambrás, 1999), textos de Aracy Amaral,
Roberto Amigo e outros; Milton Dacosta e Maria
Leontina: um diálogo (CCBB, 1999), texto de
Frederico Morais; O olho da consciência: juízos
críticos e obras desajuizadas (Edusp, 2000), de Arnaldo
Pedroso d’Horta, organização de Vera d’Horta; Coleção
Aldo Franco (Pinakotheke, 2000), de Jacob Klintowitz;
Dacosta (Cosac & Naify, 2000), de Paulo Venâncio
Filho; Arte brasileira na Coleção Fadel: da
inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A.
Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff; O olhar
amoroso (Momesso, 2002), de Olívio Tavares de
Araújo; O olhar modernista de JK (MAB/FAAP,
2004), organização de Denise Mattar. |